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Por - 07 de Julho de 2011

O papel decisivo dos papiloscopistas na investigação do assalto ao Banco Central

 

Os Papiloscopistas Policiais Federais são peritos em identificação através de impressões digitais, responsáveis pela feitura de laudos periciais papiloscópicos que instruem condenações, extradições,
identificação de vítimas de desastres, entre outros.
 
Comumente eles são referidos somente como "peritos", e não por sua especialidade, papiloscopia. Uma das  funções do papiloscopista é levantar vestígios de impressões digitais na cena do crime, realizando a perícia daqueles elementos que lá se encontram e que comprovem a autoria do crime através de impressões digitais.
 
Há dezenas de casos de grande repercussão que só foram devidamente elucidados graças ao trabalho dos papiloscopistas. O assalto ao Banco Central de Fortaleza foi um deles. A produção do filme entrou em contato com Celso Zuza, presidente da ABRAPOL - Associação Brasileira dos
Papiloscopistas Policias Federais, para entender melhor o trabalho desses importantes profissionais e o papel decisivo na investigação do furto ao Banco Central.
 
Produção: Por que a atuação dos papiloscopistas foi decisiva para chegar até os bandidos?
 
Celso: Os criminosos utilizaram luvas para realizar a escavação e tomaram cuidados para não deixar impressões digitais. Além disso, ao chegar na "casa verde"* foi constatado que, após a ação, um pó branco havia sido espalhado na tentativa de apagar qualquer vestígio.Mesmo com todos os cuidados tomados pelo bando, os papiloscopistas, em um trabalho minucioso e preciso, conseguiram recolher fragmentos, ou seja, parte das impressões digitais que são revelados através de processos químicos e físicos que contam com o uso de reagentes, luz forense, etc, e estes são comparados com o banco de dados da polícia. Caso algum suspeito que deixou impressões digitais já tenha ficha criminal, é possível identificá-lo. Isto posto, elaboramos um laudo de perícia papiloscópica, que comprova que aquela impressão digital pertence àquele criminoso, usado como prova para instruir inquéritos e processos criminais no tocante à autoria. Foi a partir de um fragmento encontrado na lateral da geladeira que conseguimos chegar até José Marleudo, integrante do bando.
 
Paralelo a isso, uma testemunha que teve contato direto com um dos bandidos colaborou com os papiloscopistas na feitura do retrato falado. O resultado parece muito com a própria foto do suspeito e graças a ele foi possível identificar um dos principais mentores do crime, o "Alemão".
 
*"casa verde" é como os peritos se referem a casa utilizada pelo bando. Lá foi montada uma empresa de fachada para não levantar suspeitas sobre a atuação criminosa em curso.
 
Produção: qual a diferença entre o trabalho realizados pelos papiloscopistas e os peritos criminais? E como essa diferença pode ser evidenciada no caso do Banco Central?
 
Celso: Para o local do crime são encaminhados dois servidores públicos: o perito criminal federal (PCF) e o papiloscopista policial federal (PPF). O perito criminal tira fotos do local, elabora croquis, etc, e elabora um laudo de local, de modo a comprovar a materialidade do crime. Enquanto isso, os papiloscopistas realizam a perícia papiloscópica, revelando e recolhendo fragmentos de impressões digitais para a confecção do laudo de perícia papiloscópica, que torna possível chegar à
autoria dos crimes.
 
Aquela perícia de Fortaleza foi altamente qualificada. Quatro colegas participaram diretamente. Apenas papiloscopistas entraram no túnel.
 
O trabalho dos papiloscopistas foi fundamental para a elucidação do assalto ao Banco Central. Para saber mais sobre o trabalho desses profissionais, acesse o site http://www.papiloscopistas.org/
 

Assunto: Notícia

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